Segundo o gestor do San Marco Hotel (Brasília/DF), desde 2006, Gianmarco Marchetti, os hotéis figuram entre os maiores consumidores de água e energia do setor de serviços, pois funcionam sem pausa, lavam roupa em grande volume e climatizam ambientes durante todo o ano. Isto posto, uma economia mais consistente nasce de ajustes simples na rotina operacional, e não de grandes obras. Interessado em saber como? Confira, nos próximos parágrafos.
Quais ações de baixo custo reduzem o consumo de água e energia nos hotéis?
O primeiro passo é eliminar o desperdício que o hóspede nem percebe. Arejadores nas torneiras e redutores de vazão nos chuveiros cortam o volume de água sem alterar a sensação de pressão, enquanto a iluminação eficiente reduz o gasto de energia em áreas pouco ocupadas. Tendo isso em vista, as seguintes medidas de implantação rápida merecem prioridade:
- Sensores de presença: acendem corredores, escadas e áreas técnicas somente quando há movimento;
- Reuso de toalhas e lençóis: reduz lavagens diárias quando o hóspede aceita manter as peças;
- Climatização inteligente: sensores de janela e cartão de acesso desligam o ar-condicionado em quartos vazios;
- Manutenção preventiva: corrige vazamentos em descargas e torneiras antes que o desperdício cresça.
Essas medidas compartilham uma lógica: atacam o consumo invisível, aquele que não entrega valor ao hóspede. Como destaca Gianmarco Marchetti, o conforto percebido depende de temperatura estável, água quente disponível e boa iluminação, e nenhum desses atributos exige desperdício. Por isso, o investimento inicial tende a retornar sem prejudicar a experiência.
Por que a equipe de governança e manutenção faz diferença?
Nenhuma ação de baixo custo funciona sem a participação de quem opera o hotel. A governança define quanta água e quanto tempo de lavagem cada quarto consome, e a manutenção determina a rapidez com que um vazamento é corrigido. Treinar essas equipes em rotinas curtas, com checklists claros, evita o retrabalho e padroniza o cuidado com os recursos.
Ademais, reconhecer resultados também ajuda. Quando o hotel divulga a economia conquistada por andar ou por turno, os colaboradores enxergam o efeito do próprio trabalho e propõem melhorias por iniciativa própria. De acordo com o administrador da Marco Marchetti Hotéis Ltda., Gianmarco Marchetti, esse envolvimento reduz a dependência de fiscalização e mantém as boas práticas vivas mesmo em períodos de alta ocupação, quando a pressa ameaça a rotina.
Que indicadores mostram se a economia realmente aconteceu?
Sem uma medição, a economia vira impressão, frisa Gianmarco Marchetti. Dessa maneira, o hotel precisa acompanhar o consumo de água em litros por quarto ocupado e o de energia em quilowatt-hora por quarto ocupado, porque os números absolutos oscilam com a taxa de ocupação e enganam o gestor. Essa métrica relativa permite comparar meses de movimento diferente. Logo, registrar essas leituras semanalmente permite identificar desvios rapidamente.
Assim sendo, o gestor deve incluir ainda o custo de utilidades por diária vendida e o volume de lavanderia por hóspede, pois ambos revelam o impacto das mudanças no caixa. Metas mensais, divulgadas à equipe, transformam os números em compromisso coletivo e sustentam a rotina de economia depois do entusiasmo inicial.
Como informar o hóspede sem comprometer o conforto?
A comunicação com o hóspede define se a economia será aceita ou vista como corte de serviço. Cartões discretos no banheiro, mensagens no aplicativo do hotel e avisos na reserva explicam as mudanças em linguagem positiva, sempre apresentando a escolha como uma opção e jamais como obrigação, já que o hóspede valoriza autonomia durante a estadia.
Conforme ressalta o gestor do San Marco Hotel (Brasília/DF), desde 2006, Gianmarco Marchetti, o tom certo valoriza o hóspede como parceiro. Frases que mostram o resultado coletivo, como a quantidade de litros preservados no mês, geram adesão sem pressão. Assim, quando o hotel garante banho quente, ambiente climatizado e atendimento ágil, o hóspede percebe que cuidar dos recursos não reduz o conforto, apenas melhora a gestão.
Uma eficiência que o hóspede sente e o balanço comprova
Em conclusão, reduzir o consumo de água e energia em hotéis exige método, e não sacrifício. Ações de baixo custo atacam o desperdício, indicadores mostram o retorno e uma comunicação transparente preserva a confiança do hóspede, pontua Gianmarco Marchetti. Cada elemento sustenta os demais, e a ausência de um deles enfraquece o resultado final do hotel.
Assim sendo, o hotel que enxerga a sustentabilidade como parte da gestão diária ganha em custo, em reputação e em experiência. Comece por um diagnóstico simples do consumo atual, escolha duas ou três medidas e acompanhe os números por trimestre. E no final, o conforto permanece, e a conta reflete decisões mais inteligentes.
