Skip to content Skip to footer

Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê R$ 23 bilhões em investimentos até 2028

O Brasil tem um plano de médio prazo para tentar se posicionar de forma mais competitiva na corrida global pela inteligência artificial, e os números envolvidos mostram a escala do investimento pretendido pelo país nos próximos anos.

O tema segue no centro do debate tecnológico também fora do país, à medida que empresas e governos discutem como equilibrar inovação, regulação e uso responsável dessas ferramentas.

No Brasil, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê 23 bilhões de reais em investimentos até 2028, enquanto projeções de mercado compiladas em relatórios do setor apontam que o segmento global de inteligência artificial deve superar a casa dos 900 bilhões de dólares ainda em 2026. A comparação entre os dois números ajuda a dimensionar o tamanho do desafio brasileiro diante de um mercado mundial que já movimenta cifras bem maiores. Prepara

Empresas já se preparam para agentes autônomos

Do lado corporativo, pesquisas recentes indicam que executivos brasileiros já se preparam para um cenário em que sistemas de inteligência artificial atuam com menos supervisão humana direta. O IBM Institute for Business Value revelou que 75% dos líderes brasileiros esperam que agentes de inteligência artificial atuem de forma independente até o fim de 2026, e 82% acreditam que vão perder vantagem competitiva caso não consigam avançar nessa direção. Esses números mostram uma pressão competitiva forte dentro das empresas, mesmo em setores que ainda discutem os limites éticos e regulatórios dessa automação. Prepara

Um dos efeitos práticos dessa corrida tem sido a valorização de habilidades específicas dentro do mercado de trabalho de tecnologia. A engenharia de prompts, por exemplo, deixou de ser um conhecimento de nicho e passou a ser tratada como competência relevante para profissionais de diferentes áreas, não apenas para especialistas em programação.

Onde o Brasil já usa IA de forma mais consolidada

No setor financeiro, o país tem se destacado pela adoção relativamente avançada de inteligência artificial em processos internos dos bancos. A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária projeta que o orçamento em inteligência artificial, analytics e big data dos bancos brasileiros deve crescer de 1,12 bilhão de reais para 1,8 bilhão de reais, enquanto o investimento em Open Finance sobe cerca de 65% no mesmo período. Esses recursos costumam ser direcionados para áreas como análise de crédito, detecção de fraudes e recomendações personalizadas para clientes. Diário Indústria & Comércio

O avanço do Open Finance, sistema que permite o compartilhamento de dados financeiros entre instituições mediante autorização do cliente, tem servido como base para boa parte dessas aplicações, já que a combinação de dados abertos com modelos de inteligência artificial permite decisões de crédito mais granulares e personalizadas. O setor bancário brasileiro é frequentemente citado como referência internacional nesse tipo de integração entre dados abertos e automação inteligente.

Fora do ambiente corporativo, a inteligência artificial também tem avançado em aplicações voltadas à saúde, com destaque para o mapeamento de estruturas de proteínas usado no desenvolvimento de novos tratamentos e vacinas, um exemplo de como a tecnologia vem sendo aplicada para além dos usos mais conhecidos em chatbots e geração de texto ou imagem.

Para quem acompanha o setor de perto, o cenário que se desenha para os próximos anos aponta menos para novidades isoladas e mais para a consolidação da inteligência artificial como parte da infraestrutura de diferentes indústrias, do sistema financeiro à área da saúde, com o Brasil tentando ocupar um espaço relevante nesse processo por meio de planos estruturados como o PBIA.

Fontes:
Prepara.com.br | Diário Induscom | tecmundo.com.br